Estava ali, no café.
Sentei em uma mesa num canto sem sol e mais afastada das pessoas,
Procurei a privacidade
E parece que eu sabia …
então logo que sentei na mesa, no peito … algo apertou.
Não era dor.
Era presença.
Era um nó antigo querendo virar fio.
Não fugi.
Dei espaço.
Respirei junto com o que apertava.
E ele ficou ali por algumas horas … suave e forte ao mesmo tempo
Depois, no carro voltando para casa,
no fluxo da estrada,
o nó se desfez em água.
Um choro fino, manso,
de quem sabe que está se curando.
Me emocionei com tudo que caminhei.
A mulher que fui,
A mulher que estou me tornando
Em como me permiti não fugir mais
O peito aliviou.
A alma respirou.
E eu, me senti leve novamente
Inteira.
E então, veio o silêncio e a mansidão … só a gratidão ficou.
(31/05/2025)
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